SOBRE

Meu nome é Kelvin Goss

Desenho antes mesmo de entender exatamente o porquê. Hoje, tatuar é meu trabalho, mas ainda odeio pensar dessa forma.

Eu desenho porque preciso desenhar. É quase como respirar. Eu sei o que acontece comigo se eu parar de respirar, mas ainda não sei o que acontece se eu parar de desenhar.

Grande parte do que crio nasce da tentativa de comunicar algo que talvez eu nem saiba explicar completamente. Acho que, no fundo, minha arte sempre falou sobre amor. Não apenas no sentido romântico, mas sobre intensidade, conexão, marcas, reconstrução e tudo aquilo que atravessa a gente ao longo da vida.

Por isso prefiro criar trabalhos autorais. Repetir ideias prontas nunca fez muito sentido para mim. O ato de criar talvez seja uma das coisas mais bonitas que existem.

A vida me inspira. Música, moda, filmes, relações, dor, silêncio, pessoas, memórias, tudo acaba atravessando o meu processo de alguma forma. O vermelho também se tornou parte dessa linguagem. Sempre foi minha cor preferida. É intensa, contraditória, sedutora. Pode representar amor ou dor dependendo da forma como aparece. Talvez seja exatamente por isso que ela esteja tão presente no meu trabalho.

Também foi através da arte que comecei a entender melhor o significado de “Love Yourself”. Não como uma frase pronta, mas como um processo. Como algo que às vezes exige quebrar certas ideias sobre amor para conseguir reconstruí-las de outra forma.

Hoje, me vejo como uma mistura de tudo aquilo que faço: tatuador, artista, criador e contador de histórias. E talvez uma das partes mais bonitas dessa trajetória seja perceber que, de alguma forma, eu consegui realizar o sonho do pequeno Kelvin de viver uma vida desenhando.